A sociedade vive um momento de transição
do ambiente econômico e saber liderar num mercado
globalizado é um dos grandes desafios para os gestores.
A uniformização das práticas comerciais
no plano mundial exige uma reestruturação
dos diferentes setores da economia.
Neste contexto o sentido do sucesso não se restringe
mais a busca de resultados a qualquer preço ou
a competição para a mera sobrevivência,
mas caracteriza-se por desafios como fazer escolhas
que inspirem a transformação pessoal e
organizacional, superar a competência do fazer,
buscar a viabilidade financeira compartilhando e envolvendo
as pessoas, decidir com base na ética e buscar
relações transparentes.
Construir e conduzir uma empresa com foco no mercado
e no cliente exige estratégias empresariais,
setoriais e nacionais alinhadas, que identifiquem cenários
da competitividade internacional, tornando as empresas
inovadoras, criativas e reativas.
Um modelo de liderança voltado para a gestão
da competitividade deve incluir a revisão das
estruturas hierarquico-burocraticas, para atingir a
agilidade esperada e necessária para a implantação
das estratégias definidas. A qualidade, vista
e revista como conceito subjetivo, deve ser pensada
em todos os momentos dos processos internos.
Investimentos em tecnologia, educação
e gestão do conhecimento são fundamentais
para o processo de competitividade, dando oportunidade
de se desenvolver uma cultura organizacional voltada
para o aprendizado. As organizações competitivas
são aquelas que aprendem, que fazem do aprender
a aprender sua rotina cotidiana.
A gestão pró-ativa do conhecimento adquire
papel fundamental. O entendimento das necessidades individuais
e coletivas associadas aos processos de criação
e aprendizado é estratégico para a gestão
da competitividade.
Saber interpretar as informações que
fazem parte da organização e da sua rede
de relacionamentos e transformá-las em conhecimento
é condição sine qua non para todo
processo de gestão.
Integrar as prioridades pessoais e profissionais, dar
oportunidade de autoliderança e autonomia, proporcionar
ações que promovam o bem estar físico
e emocional dos membros da equipe são fatores
prioritários para atingir um processo eficaz
de recursos humanos.
A retenção de talentos e o desenvolvimento
de competências deve pautar as políticas
de recursos humanos associadas a um processo de gestão
do conhecimento, valorizando e beneficiando-se da diversidade
presente.
O desafio das empresas competitivas é o de criar
novos produtos, serviços, processos e sistemas
gerenciais num pensamento estratégico que tenha
como sustentação a visão sistêmica
dos líderes, em relação às
suas organizações, trazendo resultados
efetivos para atingir a excelência no processo
de gestão.
As lideranças são fundamentais nesta
transformação identificando necessidades,
implementando os processos para a mudança, atuando
para a transformação cultural, predispondo
as pessoas para a colaboração e o trabalho
em equipe, incentivando e adotando postura empreendedora
que busca construir resultados pautados pela ética
e respeito aos valores.
Sustentado pelo diálogo valorativo, o líder
deve buscar a mudança na dinâmica social
passando da superação de uma visão
do déficit para a da elevação,
promovendo o engajamento das pessoas na busca de um
desempenho conjunto e convergente.
Na gestão competitiva há de se assumir
uma postura de suspensão das certezas e dos julgamentos
buscando a participação ativa das partes,
a complementaridade das diferenças, o compartilhamento
do conhecimento e a harmonia dos opostos.
A inovação deve ir pelo caminho das mudanças
fundamentais, cujo norte é a investigação,
a exploração e a descoberta de novos rumos
sustentáveis que conectam a organização
aos paradigmas atuais, tornando-a competitiva para continuar
a ser.
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Autor: José Antonio Fares
– Psicólogo
Empresa: Presidente da ABRH-PR,
Diretor Executivo da SESI-PR
e Diretor de RH do SENAI/SESI/IEL-PR |
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