Você olha para o amanhã e vê
que ele estará desenhado com concorrentes
mais fortes, produtos mais modernos, preços
e estratégias mercadológicas
mais agressivas e clientes mais exigentes
e menos fiéis.
Então voce olha para dentro do seu
negócio e vê seu pessoal arrumando
a máquina que quebrou, o computador
ou o sistema que não funcionou, contratando
pessoal para repor bons funcionários
perdidos, ou até pior, tratando um
acidente de trabalho ou correndo atrás
de clientes perdidos para a concorrência.
Enfim, utilizando o talento para recompor
valor para o seu negócio.
Sua empresa não é a única
assim, mas não fique tranqüilo!
Seus concorrentes já reconheceram
esta realidade e movem-se rapidamente em
direção aos novos estilos
de gestão que os tornarão
mais competitivos mais rápidos do
que voce pode imaginar. Observe também
que seus concorrentes não são
apenas aqueles que produzem o mesmo que
voce. A concorrência é pela
renda. Por exemplo, o uso massivo do telefone
celular para falar, brincar, tirar fotos,
ouvir música, canalizou para este
mercado uma significativa parcela da renda
que antes estavam em outros mercados, talvez
no seu mercado.
Para que a empresa seja um player forte,
a competição pelo futuro deverá
começar hoje. Aliando o uso
da tecnologia, as práticas de gestão,
o correto emprego do capital humano e a
segmentação do mercado de
atuação, o empresário
tornará sua empresa forte na competição
pelo futuro.
Tome como exemplo os dois maiores PIBs
do mundo. Eles são fortemente influenciados
pelo uso da tecnologia e pelas práticas
de gestão. A economia japonesa sofreu
uma revolução nas últimas
décadas pelo uso sistematizado das
práticas oriundas dos programas de
qualidade total. A economia americana nos
anos mais recentes teve forte crescimento
lastreado na melhoria de produtividade trazida
com o uso inteligente da tecnologia.
O USO DA TECNOLOGIA
A tecnologia tem possibilitado o aumento
da produtividade individual dos trabalhadores
e a conseqüente produtividade corporativa.
Interligando-se através de sistemas
integrados o fornecedor do seu fornecedor
ao cliente do seu cliente, obtém-se
ganhos de escala antes não imaginados.
Os sistemas melhoraram os controles internos,
reduzindo custos e dando velocidade à
operação do negócio.
Ferramentas especialistas têm agilizado
o tempo de lançamento de um novo
produto no mercado, o uso de softwares de
colaboração e da gestão
do conhecimento tem criado condições
para manter estimulado nas empresas o espírito
de inovação capaz de capturar
o enorme potencial das suas mentes criativas.
A automatização de processos
na indústria tem trazido uma operação
com mais produtividade, disponibilidade
e performance, garantindo produto nas especificações
certas, no prazo e no custo esperado pelos
clientes.
Apesar da enorme evolução
tecnológica ocorrida nos últimos
30 anos, ainda estamos vivendo a idade da
pedra lascada. Muito está por chegar,
em uma velocidade e diversidade maior ainda
que transformará a relação
entre as pessoas e os negócios.
O mundo dos negócios se aproveitará
mais e mais da conectividade entre as empresas,
pessoas e os equipamentos. Na medida que
forem se tornando mais acessíveis
para grande parte da população
e mais seguros para se fazer negócios,
os equipamentos que hoje conhecemos como
o telefone celular, televisão e o
computador conectado na Internet serão
cada vez mais fortes portais de entrada
para o mundo fazer negócios. O valor
do intermediário na cadeia de fornecimento
continuará sofrendo transformação.
O software estará cada vez melhor
preparado para fazer jus à capacidade
das mentes brilhantes da nova geração
de trabalhadores que está chegando
ao mercado e também suficientemente
sensíveis para automatizar aquilo
que pode ser repetitivo.
AS PRÁTICAS DE GESTÃO
Muitos executivos mostram sua insatisfação
com o retorno dos investimentos realizados
em informática. A informática
é um processo do negócio que
custa caro e deve ser tratado com o mesmo
rigor que os demais processos de negócio.
O emprego sistemático de ferramentas
que auxiliam a operação do
negócio traz o melhor retorno para
o capital investido em tecnologia.
O uso da análise de valor
decompondo as funcionalidades dos produtos
de informática e avaliando-as à
luz dos requisitos do negócio, evitará
investimentos em lugares não prioritários.
A prática sistematizada da análise
de causa e soluções de problemas
identificará a subutilização
de investimentos já realizados em
informática.
O gerenciamento eficaz da rotina,
permitirá eliminar, simplificar,
integrar e automatizar tarefas e colocará
os sistemas em sintonia com o melhor processo
de trabalho possível.
Como é fácil cair nas armadilhas
ofertadas pelo modismo e pela riqueza deste
mundo maravilhoso, o desafio do empresário
é avaliar e decidir dentre as tecnologias
disponíveis, aquelas que irão
inovar e agregar o valor necessário
ao seu negócio. O equilíbrio
entre o entendimento do negócio,
a visão de tecnologia e a experiência
de profissionais em práticas de gestão
conduzirão as decisões para
as melhores escolhas.
O empresário deve avaliar se a sua
empresa está atenta e conectada a
este futuro. Se não estiver, deve
pensar de forma prioritária em como
fazê-lo, seja pelas próprias
mãos ou com o correto assessoramento
do mercado.
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Autor: Gilmar Ragonetti,
economista, MBA, especialização
em tecnologia da informação
e PMP
Empresa: IBC - Instituto
Brasileiro para a Competitividade |
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