No atual contexto, mais do que nunca, torna-se
imperativo o estabelecimento da maximização
do rendimento dos recursos disponíveis,
em qualquer ramo de negócio. Assim,
o atendimento de tal condicionante, irá
promover em última análise,
a rentabilidade esperada, a perenização
do negócio e a evolução
contínua de crescimento.
Quando nos referimos à maximização
do rendimento dos recursos, estamos nos
preocupando em fazer com que os desempenhos
desejados, venham a ocorrer dentro do “deveria“,
ou seja, nas condições esperadas.
Desta forma, quando os resultados fogem
do curso esperado, deve-se identificar a
causa fundamental e estabelecer as ações
necessárias para sua reversão.
Neste particular, tem-se observado uma tendência
natural humana de tratar problemas, causas
e soluções, confundindo inconscientemente
uns com os outros, ou sem determinar onde
os mesmos se enquadram no processo racional
para a solução do problema.
Assim não se faz distinção
entre o que está errado e que necessita
ser corrigido, o que foi que fez surgir
o problema, e quais as decisões que
devem ser estabelecidas para saná-lo
definitivamente. Em suma, desperdiça-se
uma grande quantidade de tempo e de recursos
financeiros sem solucionar os problemas.
Pode haver desperdícios diretos,
ao se tentar discutir muitos problemas diferentes
de forma inconclusiva, ou indiretamente,
privando a organização dos
benefícios que poderia ter produzido
se os envolvidos nas questões estivessem
fazendo de forma focada e racional.
Mais dramático ainda, é quando
os administradores/gestores/técnicos/etc.,
são fracos solucionadores de problemas,
e podem com isso, custar muito dinheiro
para a organização, decidindo
sobre uma ação que prova ser
irrelevante para eliminar o problema.
Por exemplo, uma indústria que se
vê às voltas com repentino
aumento de temperatura do mancal do motor
de acionamento do seu principal equipamento
no processo produtivo. Para fazer frente
a tal necessidade, foi encomendado um dispositivo
eletrônico com o objetivo de estabelecer
a redução do ritmo do equipamento
e, ao mesmo tempo, fazer atuar sistema de
ar comprimido para sua refrigeração
caso a temperatura venha atingir níveis
críticos, a fim de não comprometê-lo.
Este e outros tipos de paliativos são
muito comuns e a tendência da condição,
poderá ser de assimilações
e acomodações, e pior que
isso, quando outras situações
de desvios também recebem tratamento
análogo, o resultado é a degeneração
e o colapso total. Enfim, muitas organizações
estão acometidas deste mal, e as
falhas na solução de problemas
têm origem num fato básico:
um problema não pode ser resolvido
sem que sua “causa” seja efetivamente
identificada e tomadas ações
corretas para a eliminá-la.
Um problema é um efeito indesejado,
algo que precisa ser corrigido ou eliminado.
É ocasionado por algum evento específico
ou uma combinação de acontecimentos
ou fatores. Para eliminar eficazmente os
efeitos, precisamos saber como foi que o
problema surgiu. Qualquer decisão
baseada em uma falsa causa, será
ineficaz, demasiada e desnecessariamente
cara, e algumas vezes, altamente perigosa.
Portanto , é de capital importância
prepararmos nossas equipes quanto ao uso
de senso crítico apurado para identificar
e questionar desvios, e principalmente instrumentá-los
de metodologias para análises racionais,
pois em assim procedendo, além de
potencializarmos a produtividade do conhecimento
humano, estaremos elevando a motivação
e o moral interno, gerando massa critica
para aculturamentos voltados à busca
de causas, por fim minimizando a ocorrência
de problemas sem solução.
Esta condição, sem dúvida
alguma, dará imensa contribuição
ao grau de competitividade do negócio,
pois além de reduzir custos, promoverá
agregações à qualidade
dos produtos ou serviços, e, sobretudo,
acabará com os afogadilhos decorrentes
que interferem na qualidade de vida da equipe
de colaboradores.
Por fim, devemos nos estruturar das condições
básicas para promover de forma saudável
a nossa competitividade e conseqüente
sobrevivência diante do atual cenário,
pois “só quem tem competência,
se estabelece”.
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Autor: Paulo Sérgio
Garcia – Contador e Especialista
em Gestão de RH
Empresa: IBC –
Instituto Brasileiro para a Competitividade |
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