Sabemos, através de pesquisa desenvolvida
pela consultoria McKinsey, que organizações
que decidem mudar para serem mais competitivas
e atingirem o benchmark, dependem 80% de gente
(humanware). Portanto, gente é o maior
patrimônio que uma organização
pode ter e nele devem ser investidos todos
os recursos disponíveis, para aprimorá-las
no desempenho de suas atividades atuais e
as estabelecidas no seu plano de carreira.
Pessoas e as culturas que criam, são
os bens mais valiosos de toda organização.
Sabemos também, que as mudanças
ocorrem de dentro para fora.
Poderemos ter capital
disponível, matéria
prima em abundância,
mercado consumidor com poder aquisitivo,
mas se não tivermos GENTE
capacitada e habilitada em conhecimentos
específicos e ferramentas eficazes
de gestão, nunca seremos os melhores
naquilo que fazemos. Faltará competitividade
para alcançar o pleno sucesso.
Também sabemos que se o trabalho
humano satisfaz as necessidades das pessoas,
ele agrega valor e o cliente
só paga por aquilo que, na sua opinião,
satisfaz esta condição. Para
isto, precisamos ter: a) foco do cliente;
b) foco em resultados; c) gestão
participativa, num ambiente que envolva
pessoas que detenham o conhecimento para
atingir os resultados.
O foco do Gerenciamento da Rotina é:
- medir para gerenciar.
- monitorar constantemente os resultados
vitais para os processos e compará-los
com as suas respectivas metas (estas metas
devem estar associadas às necessidades
dos clientes).
- aplicar ação corretiva
na causa verdadeira geradora do desvio
encontrado.
- padronizar os processos de trabalho.
- gerir como líder de mudanças.
- garantir a sobrevivência da organização.
- buscar continuamente a perfeição.
Os fatores decisivos são: a) liderança;
b) educação e treinamento.
A prática do conhecimento adquirido,
através da educação
e treinamento, além de agregar valor,
traz benefícios para a organização.
A mudança é o único
caminho para a sua sobrevivência.
O conhecimento prático é superior
ao mental.
Conhecer as suas funções
e entender o seu trabalho, é fundamental.
É também muito interessante
que conheça as demais funções
existentes, quer sejam operacionais ou gerenciais,
pois isto lhe dará uma visão
holística da organização.
As operações executadas
pelos operadores devem:
- ser amplamente conhecidas.
- ser entendidas por quem as executa.
Em condições normais de
operação, os operadores devem
ser treinados nos Procedimentos Operacionais
– PO’s, preferencialmente no
seu posto de trabalho. Os operadores devem
seguir fielmente estes procedimentos operacionais.
Havendo uma anomalia, que não se
saiba a causa, o operador deve relatar imediatamente
a ocorrência a sua chefia e auxiliá-lo,
tanto na busca das causas, como nas ações
corretivas.
Aos supervisores, cabe:
Em situação normal de operação:
- treinar os operadores no PO.
- assegurar o cumprimento do PO.
- conduzir o tratamento das anomalias.
- ajudar o gerente na solução
dos problemas que fogem de sua área
de conhecimento.
- reforçar junto aos operadores
sobre a importância do relato de
anomalias.
- estar treinado para ouvir o relato
de anomalias.
- treinar os operadores para que no relato
de anomalias, usem os 5 sentidos.
- não assumir as tarefas operacionais.
Em caso de anomalia
- remover as causas das anomalias não
eliminadas pelos operadores e verificar
o cumprimento do PO.
- restabelecer o cumprimento do PO e
encontrar a causa fundamental para a eliminação
da anomalia.
- verificar se não é possível
a instalação de algum dispositivo
à prova de falhas (poka yoke ou
fool proof).
- estabelecer um “plano de ação”.
- encaminhar à gerência,
o relato da anomalia e o plano de ação,
prestando esclarecimentos sobre a condução
da eliminação da anomalia.
Os gerentes, são os líderes
de mudanças. A eles cabe:
- treinar seus colaboradores imediatos
(coach).
- atuar na eliminação das
causas das anomalias.
- planejar o futuro e implantar melhorias
para atingir e superar as metas estabelecidas.
- criar ambiente para o relato de anomalias.
- prestigiando os colaboradores que relatam
as anomalias.
- atuar sobre as medidas propostas nos
relatórios de anomalias, no início
de cada jornada de trabalho.
- utilizar os “Diagramas de Pareto”,
para identificar anomalias crônicas
e priorizá-las.
Enfim, o Gerenciamento da Rotina do Dia-a-Dia
é um processo estruturado para:
- monitorar resultados através
de indicadores de desempenho, comparando-os
com metas.
- tratar as anomalias ou não conformidades
que impedem atingir as metas.
- analisar as causas fundamentais, fazendo
e implementando o plano de ação,
até que a anomalia esteja solucionada.
- gerar disciplina nos assuntos vitais
para o elevado desempenho da organização.
Os Indicadores Chave de Desempenho, também
conhecidos como KPI’s (Key Performance
Indicators), devem ser estabelecidos à
partir de:
- Qualidade intrínseca.
- Custo (custo, preço, lucro,
margem).
- Condições de entrega
(local certo, quantidade certa, prazo
certo).
- Segurança (dos clientes, dos
vizinhos, dos empregados).
- Moral.
As metas de melhoria podem ser definidas
pela alta administração da
organização ou pelo gestor
da área. Alguns cuidados devem ser
observados, pois, quando a meta é
audaciosa, exige soluções
inovadoras e ousadas;
quando a meta é tímida,
as soluções são medíocres;
quando a meta é inalcançável,
cria desmotivação
da equipe.
Precisa ser definido um calendário
de reuniões periódicas de
monitoramento, com respectivos planos de
ação, que devem ser rigorosamente
acompanhados e cobradas as ações
nele constantes, para que os resultados
aconteçam. Não permita que
fiquem somente na expressão: “vamos
estudar isso”. As ações
precisam ser bem planejadas, mas também,
executadas. Precisa também,
que sejam simples, pois isto baixa os custos
e aumenta a velocidade para sua execução.
Quando as pessoas trabalham muito por uma
coisa na qual acreditam, nasce uma união
muito forte entre todos, o que faz com que
os resultados possam ser alcançados
e muitas vezes, superados. Para reduzir
a probabilidade da organização
ser pega de surpresa, é importante
a geração de cenários
futuros que estejam sendo discutidos, bem
como planejada a sua implantação.
Conforme lemos no livro Nuts! –
As soluções criativas da Southwest
Airlines para o sucesso pessoal e nos negócios:
“nós não podemos deixar
o sucesso gerar a complacência, a
arrogância, a avareza, a preguiça,
a indiferença, a preocupação
com o supérfluo, a burocracia, a
hierarquia, a irritabilidade ou a insensibilidade
às ameaças pelo mundo externo”.
Nossa posição, por mais privilegiada
(no auge do sucesso) que seja entre os concorrentes,
nunca terá esgotado a possibilidade
de ser ainda melhor.
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Autor: Lauro R.D.Volaco
– Eng. Mecânico
Empresa: IBC - Instituto
Brasileiro para a Competitividade
Base bibliográfica:
Falconi – Gerenciamento
da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia.
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